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casa foi construída por um alemão, Sr. Dick, em 1900, que
a deixou em 1910, retornando para a Alemanha para prestar
cuidados médicos a sua esposa. A casa foi vendida mobiliada
para o Sr.Francisco da Costa Pires, exportador de café, que
se mudou com esposa e sete filhos.
Em 1913, devido a
problemas financeiros, a família Pires teve que se desfazer
do imóvel, que passou a ser a sede do Asilo dos Inválidos.
Em 1921 os Pires, recompraram a casa e
realizaram uma grande reforma.
O estilo arquitetônico da casa é eclético,
e a decoração interna é arte noveaux. A escada é de mármore
italiano (Carrara) e o corrimão de ferro maciço confeccionado
pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.
Originalmente não era tão luxuosa. Não havia
o pequeno cômodo no pavimento intermediário (o quarto de costura);
não existiam os afrescos nem o jardim de inverno. Todos esses
ornamentos e cômodos foram adicionados na reforma de 1922.
Essa construção foi uma inovação por ser uma
das primeiras casas construída totalmente isolada. Em Santos,
a maioria das residências era geminada.
Havia outro sobrado no terreno que servia de
alojamento aos criados e mantinha também duas salas de aula
onde as crianças recebiam os professores. No jardim, havia
também uma quadra de tênis e um pomar.
Os Pires viveram no casarão até 1935 quando,
devido a problemas derivados pela quebra da bolsa, tiveram
que vendê-lo definitivamente.
Durante dois anos, foi pensionato de moças.
Em 1937, a família
Canero, de espanhóis, comprou a casa e foram seus últimos
donos até esta ser considerada como patrimônio histórico e
de utilidade pública, em 1979, através do Decreto 5645.
Finalmente,
em 1986, com a emissão de posse garantida pela prefeitura,
esta pôde iniciar uma completa restauração
do casarão que só terminou em 1992.
Agora funciona como uma homenagem a Benedicto Calixto, pintor
de Itanhaém. A casa, apesar de atualmente levar seu
nome, jamais o teve como morador: ele, na verdade, passou
a maior parte de sua vida em São Vicente.
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