1900 - C. A. Dick – curtume.
1910 - Francisco da Costa Pires – exportador de café.
1913 – 1921 - Asilo dos Inválidos (Antenor Moura – 150 contos de réis).
1921 - Francisco C. Pires, sócio da companhia cafeeira Rodrigues Alves e Cia. Reformada pelo Dr. Murilo Porto e seu assistente, o engenheiro Dalberto Moura Ribeiro.
1936 - Cia Sul América de Capitalização – pensão.
1938 - Antônio Canero – residência.
1947 - Via Anchieta e “boom” imobiliário.
1979 - Prefeito Carlos Caldeira Filho declara o casarão de utilidade pública para fins de desapropriação pelo Decreto 5645 e inicia o pagamento.
1980 - 1985 - Sublocação para mais de 20 famílias. Transformado em cortiço. Depredação.
1985 - expedido auto de desapropriação e emissão de posse do casarão. Criada a Comissão de Estudos para decidir o uso da casa.
1986 - em Dezembro, publicado Decreto 447, aprovando os Estatutos de Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto, com sede no casarão.
1986 - 1992 - restauração.
1992 - em abril, abertura à visitação.
Séc. XVIII
Santos produz e exporta café
Séc. XIX
A cidade cresce
1855 - a orla já é atração turística.
1872 - a inauguração da primeira linha de bondes puxados por animais, entre o Centro e o Boqueirão.
1889 - começam as medidas de saneamento da cidade: instalação de redes de água e esgoto; construção do cais do porto.
1890 - 1900 - metade da população é dizimada por epidemias.
Séc. XX
1903 - mapa da cidade mostra boa parte da orla já loteada.
1906 - Francisco Pires preside o Clube Internacional de Regatas, por dois anos.
1907 - inauguração do canal 1, primeiro de uma série idealizada por Saturnino de Brito.
1910 - Saturnino de Brito propõe a implantação de Quarteirões Salubres. O plano não é considerado pelos proprietários de imóveis.
1922 - comemoração do centenário da Independência – erguido monumento correspondente, no Gonzaga, sob salva de 21 tiros.
1923 - reconstrução do Miramar.
1938 - Júlio Conceição muda-se para o Boqueirão e cria o Parque Indígena.
Lote nº 10 da Avenida da Barra (mais tarde, 15).
Terreno de 174,88m de comprimento; 38,30 m de frente; área de 6.600 metros quadrados.

Pavimento superior: seis quartos (o do casal, com saleta e terraço); dois banheiros.
Pavimento inferior: sala de jantar – mesa com 4 metros em madeira entalhada, cujo acabamento combinava com o rodapé; sala de música; sala de almoço, cozinha, despensa; biblioteca; sala de estar, que fazia as vezes de quarto de hóspedes; salão nobre; jardim de inverno.
Pavimento intermediário: quarto de costura.
Mobília - Nicásio Costillas e Filho.
Pintura das paredes - arte nouveau (em voga na época).

Vitrais - Casa Conrado
Escada – mármore italiano (Carrara).
Corrimão – em ferro, Liceu de Artes e Ofícios.
Cortinas e estofados - Tapeçaria Catelli
Mobiliário de serviço - Kisabo Kanaiama
Uso do terreno de forma diferente do colonial, descongestionado, de acordo com as construções na Europa.
Mudança em 1923 - “Vila Edith”, em homenagem à filha caçula.
Casa de banhos, coberta com telhas de ardósia e dividida em compartimentos com WC e chuveiros.
Edícula de dois pavimentos no quintal, com os cinco quartos dos nove empregados, garagem para 2 carros, com poço; sala de aula, lavanderia, banheiros.
Outra construção anexa: despensa e cozinha para a dona de casa (com forno caipira) .
Caixa d’água – erguida em 1939, por Antônio Canero.
Garagem (atual sala de cursos) – 1939 – construída pelo arquiteto Ciriaco Gonzalez (mesmo que ergueu o Teatro Coliseu).
Quadra de tênis, casa de bonecas.
Canil.
Horta, pomar com bananeiras, carambolas, mangas, canteiros de morangos.
Galinhas, patos, perus, porcos, bodes.
Gramado com campo de croquê.
Avenida dos jambolões, roseiral.
Fogareiro a gás no piso superior.
Festas juninas.
Procissões - forravam a rua em frente da casa com folhas de palmeiras e flores.
Professores em casa (p.46).
Teatrinho.
Jogar croquê.
Estudar instrumentos musicais.
Namoro: moça no terraço da casa e rapaz no canal 4, através de acenos e códigos.
Cordão umbilical dos bebês era enterrado no jardim, pela avó, num canteiro de amor-perfeito.
Lixo doméstico, bastante orgânico na época, era enterrado em cova no quintal e transformado em adubo.
Noites de temporal - rezavam em frente ao oratório.
Casamentos no casarão.
Recebiam convidados para escutar a radiola com fone de galena.
Matinês no Miramar – centro de diversões com o 1º cassino da cidade, o qual projetou Santos como centro turístico. Nas matinês, os filmes mudos tinham sonorização ao vivo pela orquestra. Depois da fita, as cadeiras eram retiradas para o baile. (Construído em 1896 e reconstruído em 1923, depois de sua época áurea, virou quartel e depois demolido para construção de prédios).